Era uma vez;
Era uma vez, em um mundo não tão distante, uma jovem, com sonhos, com desejos, cheia de vitalidade e alegria, era inteligente e acredita no melhor das pessoas. A jovem acreditava no felizes para sempre, na vida perfeita dos contos, em príncipes e princesas, mas um dia seu mundo desabou, quase como da noite para o dia tudo o que ela era e acreditava já não existia. A jovem tornara-se vazia, com poucos sentimentos a não ser tristeza, dores vastas e profundas, angústias sem fim, desejos obscuros e mortais, o seu faz de conta virou um pesadelo onde sentir-se presa nele, sem saída e sem expectativas de que assim como nos contos de fada um príncipe de cavalo branco a resgataria da terrível penumbra que se tornou a vida.
O que ela não sabia era que príncipes em cavalos brancos não salvam donzelas, que contos de fadas não existe, que o felizes para sempre é só mais um conto para iludir crianças. De fato, não existe conto de fadas, muito menos príncipe, mas essa torre de penumbra, dor e tristeza que essa donzela se encontra, só pode ser resgatada por ela mesma, com sua força de mulher, com a garra que a vida lhe ensinara a ter durante tantos anos.
A gente não pode escolher se vai ou não cair, mas podemos escolher se ficaremos no chão e o quanto isso ira interferir em nossas vidas, e como dizia um dos meus cantores favoritos.. " faça algo que preste, muda, luta, move essa bunda, cria coragem e sai dessa vida imunda, porque a culpa é de quem tem a culpa e não de quem leva a culpa."
Pode ate não existir um príncipe no cavalo branco, mas todas somos princesas guerreiras capaz de se salvar, de matar qualquer dragão fugir da torre que as vezes nos mesmos criamos com cadeados invisíveis que fortalecemos com a mente, problematizando tudo e dificultando a nossa cura interna.
Então como dizia o Chorão, " A chapa esquenta, a gente fica e faz o sol brilhar."
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